Artur Lima,
Domingo,
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Cinema - Resenha Homem de Ferro 3
O filme
do momento é o Homem de Ferro 3, e claro que fui conferir este que foi
aguardado com muito anseio por milhares de fãs.
Tony Stark está muito bem no papel de
Robert Downey Jr. ou seria o contrario? A verdade é que Robert nasceu para
interpretar Stark, foram feitos um para o outro, o filme em si não é o melhor
da franquia.
Tony
está mais inteligente e mais engraçado do que nunca, mas o filme peca em alguns
aspectos, depois do confronto em New York contra forças alienígenas Stark tem
problemas para dormir, o que o torna um viciado em trabalho, e o deixa distante
de Pepper.
É muito
bom ver como o diretor conseguiu focar não só em Tony Stark, mas nas pessoas
que fazem parte da sua vida. Cada qual tem a sua importância no filme, o que
deixou a história ainda mais interessante. Não é simplesmente aquela história
de "um super herói que pode salvar
o mundo sozinho"... É a história de um homem, que tem uma vida e, por
mais que seja um super herói, precisa de outras pessoas para continuar vivo e
salvar o mundo.
O vilão da vez é o Mandarim que ameaça a
segurança americana, criando vários atentados ao redor do mundo e querendo
destruir a moral do presidente americano. Em um destes atentados,
o segurança pessoal de Stark, Happy Hogan (Favreau), é atingido, o que gera uma
interessante cena à la CSI e a fúria de Tony, que desafia o vilão para um duelo
em sua própria casa.
Como já
foi visto no trailer, a mansão de Malibu é destruída por helicópteros e
mísseis, o estopim para toda a aventura do herói desarmado, atormentado e em
busca de motivação para continuar lutando.
A
entrada de Shane Black na direção e também no roteiro trouxe uma nova dinâmica
para o filme. Desta vez você verá muito mais Tony Stark na tela do que
armaduras voando e atirando. O resultado
é um filme bem diferente dos anteriores, que busca humanizar mais o personagem,
principalmente depois de tudo o que ele passou em Nova York, quando enfrentou
seres alienígenas ao lado de um supersoldado, um deus, uma espiã russa, um
arqueiro e um Hulk - e se jogou dentro de um "buraco de minhoca".
E não é
só Stark que ganha mais tempo de tela. Pepper Potts (Gwyneth Paltrow)
finalmente deixa de ser apenas um rostinho bonito e ganha importância real no
desenvolvimento da história, para a infelicidade dos fãs de James Rhodes /
Patriota de Ferro (Don Cheadle), que aparece menos.
O que
se vê na tela, no entanto é uma trama mais fantástica do que nos dois filmes
solo anteriores, que eram mais tecnológicos. Apesar de darem toda uma
explicação científica aos vilões, ao incluir na história elementos da saga
Extremis e a presença dos doutores Aldrich Killian (Guy Pearce) e Maya Hansen
(Rebecca Haal), ver vilões que cospem fogo não era o tipo de coisa comum até
então.
Na
terra ou no ar, a ação continua sendo outro trunfo da série. Desta vez sobra
espaço até mesmo para Tony atacar de James Bond e invadir a casa do vilão de
forma sorrateira, pulando muros e nocauteando sem fazer barulho, bem ao
contrário do tom espalhafatoso e barulhento de suas armaduras.
Mas é
nas cenas de luta e batalhas aéreas que a mágica da computação gráfica mais uma
vez aparece e deixa sorrisos nos rostos dos fanboys. Com a nova tecnologia, que permite controlar remotamente suas inúmeras
Marks, Tony e Jarvis criam um exército de Homens de Ferro e fazem ótimo uso deste
arsenal. O clímax é empolgante e as cenas de ação dissiparão todos os furos de
roteiro encontrados no meio do caminho - e são mais furos do que a Mark 42
recebeu ao longo da jornada, acredite.
Em um
conceito geral o filme se perde no enredo e não tem o mesmo ritmo dos
anteriores a historia não é tão plausível, ainda assim é uma ótima diversão. Os
mais fanáticos pelos personagens sentirão uma enorme decepção em relação ao
Mandarim, algo que também senti.
Vale a pena esperar o final dos créditos,
pois existem uma cena extra com um dos Vingadores.

