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Ir do céu ao inferno em 90 minutos. Este foi o drama sofrido pelo Flamengo de Guarulhos em partida válida pela última rodada da série A3 do campeonato paulista. Precisando vencer seu jogo e torcer por uma vitória ou empate do Marília na partida contra o Batatais, os jogadores do Corvo lutaram, mas não foi o suficiente.

O Flamengo começou a partida em um ritmo alucinante, completamente diferente da partida do último domingo, contra o Batatais. Dominando o jogo com diversas jogadas coletivas, não foi difícil aplicar três gols no primeiro tempo, matar o jogo e deixar os torcedores apreensivos, focados em seus celulares, observando atentamente o resultado do jogo em Batatais.


“Com 3x0 os jogadores nem precisam voltar para o segundo tempo... Podem ficar no vestiário, torcendo para o Marília fazer o resultado que precisamos” – Disparou um torcedor animado, mas inquieto. Enquanto isso, no estádio Dr. Osvaldo Scatena, o placar marcava: Batatais 1 x 1 Marília, dando a classificação para a equipe Guarulhense.

Com quase 20 minutos do segundo tempo de jogo, um grupo de torcedores anunciou a virada sofrida pelo Marília, transformando a atmosfera festiva do estádio Antonio Soares de Oliveira em um verdadeiro velório. O silêncio das arquibancadas ecoava no campo, de forma que ao apito final, nem foi preciso dizer aos jogadores o que havia ocorrido. 

Mesmo fazendo uma bela partida e vencendo o Independente por 4x2, o Flamengo caiu. A esperança dos torcedores, o planejamento da comissão técnica e diretoria e a bela campanha realizada em toda série A3 caíram. Por mais um ano, a equipe guarulhense irá seguir na ‘terceira’ divisão do campeonato paulista.


Dois toques:

·         Disciplina tática e técnica. Este foi o fator decisivo para a não classificação para a séria A2, que, em minha opinião, ocorreu no último jogo contra o Batatais, onde o Corvo não soube se portar da maneira correta e caiu na estratégia de contra-ataque, promovida pelo clube do interior.    

    Na partida de hoje, Dario foi infeliz ao demonstrar insatisfação por Jackson puxar a responsabilidade de bater o pênalti. Seja qual for o placar, o jogo deve ser levado a sério em todos os momentos, portanto, o pênalti deve ser cobrado pelo mais preparado e não para atender aos caprichos de alguém.

·         Responsabilidade. Visivelmente, faltou o senso de responsabilidade para alguns jogadores. Entendo que existem partidas em que o time atuará abaixo do padrão, pois oscilações ocorrem, contudo, é dever da comissão técnica cobrar uma postura diferente.


Confesso que comecei a acompanhar a equipe Guarulhense há pouco tempo, porém, digo com toda a certeza de que já foi o suficiente para me apaixonar pelo clube e por sua torcida. Diferente de jogos das séries principais, o clima encontrado no estádio do Flamengo lembra os tempos em que o futebol era um espetáculo. 

As torcidas, ainda que se provoquem, sabem se respeitar, tornando possível assistir o jogo com sua família, sem se preocupar com a violência. A paixão envolvida por quem vai torcer pelo corvo também é algo diferente. Em uma análise simples, é fácil ver que existem diversas pessoas que começaram a ver o jogo com seus pais, avôs e etc.

Como colunista de esportes, gostaria de passar a vocês toda a emoção que sinto ao entrar em um estádio de futebol e/ou ao acompanhar o dia a dia dos clubes, portanto, ressalto que durante todo o planejamento para a próxima temporada do Flamengo, estarei ao lado deles, seja ao acompanhar os jogos, seja ao escrever.

Em breve, teremos muito mais colunas sobre o tema! Se gostaram, ou quiserem participar, postem aí nos comentários!

Abraços e até mais!

No último sábado, acompanhamos de perto uma manifestação que começara nas redes sociais e, finalmente, foi para a rua, onde realmente pode fazer diferença. Um manifesto que envolve o sentimento da grande maioria dos Guarulhenses, porém, que poucos têm coragem de fazer. Algo que tinha tudo para ser completo que infelizmente não correu do jeito que nós, apartidários, queríamos.

No inicio da semana cerca de 120 mil pessoas foram convocadas para o evento. Idosos, jovens, estudantes, manifestantes. Em sua grande maioria, moradores da cidade que tiveram um grande choque com os aumentos que o Prefeito Almeida determinou logo no inicio de seu mandato, mostrando mais uma vez que não tem preocupação com o pensamento da população. 

Muito foi falado pelo aumento do IPTU, mas também o aumento da passagem do ônibus entre outras coisas. Obviamente isso já é esperado, pois ocorre sempre em nossa cidade, sem melhoria positiva.

E posso dizer isso, pois, é só observar em seu total tudo que foi mudado em Guarulhos: Bairros esburacados, terminais criados sem planejamento, CEU’s que estão abertos, mas seu funcionamento é 70% comprometido por inúmeras justificativas. E claro, quando eu digo essas coisas, posso ser processado por calúnia, difamação. 

Mas me pergunto por que o amortecedor do carro quebra, porque levo cerca de 40 minutos esperando um micro ônibus com pessoas penduradas nas portas para realizar um trajeto de 15 minutos, porque os ônibus que passavam em frente da minha casa foram retirados e em seu lugar, substituídos por outro que me leva para onde eu não quero, para ai sim, pegar um para ir aonde eu quero. Ou até mesmo o porquê minha mãe e primo se escreveram nos CEU’s, mas tem suas aulas canceladas na maioria das vezes?  

Enfim, trágico. E sei que essas minhas queixas são vividas pela grande maioria da população.
Indignado, compareci na passeata esperando que ao menos, 20% dos 10 mil que confirmaram a sua participação comparecessem. Sabemos que muitos têm seus motivos particulares para não ir e não podemos cobrar de ninguém o interesse nem o compromisso. Meu dever é fazer meu melhor, sem esperar algo dos outros.

Tudo começou da melhor forma possível. Reunidos no bosque maia, acompanhados da GCM de Guarulhos, ouvimos palavras de incentivo a nossa união. SIM! A população tem que relembrar qual é a sua força. Somos o povo que paga TUDO. Hospitais, estradas, tudo sai do nosso bolso. E não adianta colocarem Outdoors ao redor da cidade dizendo que o IPTU volta para nós. Nós vivemos aqui e vemos as mudanças que ocorrem e que não ocorrem, senhor prefeito.

E nesse intuito, mais e mais pessoas se reuniram. Um grande carro de som chegou e, a partir dali, saímos em direção à antiga câmara municipal. Acompanhados da Policia Militar e com a CET tentando organizar o transito a manifestação começou como era de se esperar. Cânticos contra as mudanças e até mesmo um grito singelo de “O Povo unido, jamais será vencido.”. 

Porém, as coisas acabaram seguindo outro rumo. Ataques direitos ao PT começaram a ser o foco principal dos puxadores. A coisa tornou-se diretamente PARTIDÁRIA. Claramente aquilo que havia sido APARTIDARIO durante o inicio, tornou-se algo para autopromoção. Pessoas ligadas a partidos políticos começaram a se exaltar e a coisa começou a ficar vexatória. Até mesmo o incentivo a violência ocorreu por conta dos donos do carro de som, claramente por conta dos próprios interesses. Ainda bem que muitas pessoas que ali estavam diferentes de alguns, queriam uma manifestação pacifica.

Assim que chegamos à câmara, o manifesto que era para continuar, acabou. Por não querer compartilhar sua “propriedade” após agradecer a pessoas ligadas naquele momento, o carro de som foi desligado e saiu. Ainda deu tempo para jagunços, disfarçados de defensores da justiça, incitarem ainda mais a violência ao lado de crianças e saírem rindo de tudo, uma enorme palhaçada.

Após a saída do carro de som, uma pequena caixa, aquela que foi usada no inicio, serviu para que aqueles que foram PROIBIDOS de falar, finalmente conseguiram, embora para poucos que sobraram, em virtude dos outros terem partido junto ao carro de som.

Tentei ainda conversar com algum deles. Apenas uma moça me deu explicações sobre o inicio da briga, se eu não me engano de nome Cleonice, que foi educada e me deu uma posição sobre tudo. Os outros, mais focados em falarem mal dos outros e bem de si próprios, despistaram dizendo não estar a par do assunto, mesmo no microfone e para o povo, falarem o contrário.

Apenas uma pessoa, um vereador que soube jogar muito bem nos dois dias de manifestação, ficou todo o tempo fora de confusão. Esse jovem hábil ficou no seu cantinho, pouco falou, mas permitiu que seu nome fosse exaltado dos dois lados.

Enfim, entre coisas positivas e negativas, chegamos a uma pergunta:

Será que os moradores da 2º cidade mais rica do estado lutarão pelos seus direitos ou servirá de trampolim para mais politicagem?

Essa resposta só será respondida futuramente, mas dia 31 haverá um novo manifesto...

Veremos...

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