Coluna do B7 - Caso Oscar e Lei Pelé
CASO OSCAR.
Já está meio batido, porém nunca falei
minha opinião sobre o caso Oscar. Para quem não conhece, Oscar é um
meio-campista formado nas categorias de base do São Paulo Futebol Clube. Após
brilhar pela seleção brasileira na Copa do Mundo Sub-20, o jogador decidiu
juntamente ao seu empresário, deixar o clube paulista e se transferir para o
Internacional.
O problema é que Oscar possuía vínculo
ativo com o tricolor, entretanto, aproveitando-se das brechas de Lei Pelé – Lei
que gere vários desdobramentos esportivos, entre eles, o contrato com jogadores
menores de idade -, conseguiu levar o caso para o Ministério do Trabalho.
Após vários julgamentos, Oscar conseguiu
o direito de executar seu trabalho no clube gaúcho, que já havia tentado um
acordo com o São Paulo há tempos, porém, sem nenhum sucesso. Atualmente,
existem informações que afirmam uma suposta tentativa de acordo entre as
partes, até então, não oficiais.
Acho que casos como este, geram
um grande precedente para os juvenis futuramente deixarem seus clubes
formadores, de forma que apenas eles saiam ganhando. Sendo assim, haverá (Como
já está acontecendo) uma grande desvalorização das categorias de base por parte
dos clubes, até porque, não faz sentido investir em jogadores que podem deixar
o clube quando for conveniente.
Contudo, neste caso especificamente,
vale a pena para o São Paulo tentar um acordo com o Internacional, já que
geralmente o Ministério do Trabalho dá à causa ao trabalhador. Por mais que não
seja justo, é a melhor opção para o momento.
No Brasil, não só no futebol,
como também na constituição federal é necessária uma grande reforma que preze a
transparência e a justiça. Porém, entrar em assuntos deste tipo é totalmente
clichê e não preciso criticar as nossas leis para mostrar o meu
descontentamento com nossos representantes, estejam eles no planalto ou na
confederação brasileira de futebol.